O Banco Móvel chegou para ficar

AXIS CORPORATE O Banco Móvel chegou para ficar

A cada dia existem menos dúvidas: estamos mudando o modo de relação com que interagimos com as entidades bancárias. Qual é uma das razões fundamentais? O enorme crescimento experimentado no uso de smartphones, tablets, e outros dispositivos de carácter tecnológico nos últimos anos por parte da população.

As razões pelas quais o crescimento experimentado no uso do banco móvel não foi ainda mais espetacular deveriam ser buscadas no tradicional conservadorismo que caracteriza um setor como o bancário; de outro modo não se explica como os principais executivos bancários europeus reconhecem que o uso do banco móvel transformará o panorama bancário e um bom número de entidades financeiras continuam investindo quantidades mínimas em tal jogo no melhor dos casos ou demonstrando uma preocupante inércia no pior.

O banco móvel tem natureza transformadora e gera mudanças significativas na tradicional relação banco-cliente. Como exemplo, os clientes do Chase Bank podem depositar seus cheques tirando uma foto, usando o celular, evitando que seus clientes tenham que deslocar-se até a sucursal para o depósito físico dos mesmos.

O uso do banco móvel: um desafio para as instituições financeiras

Certo é que as mudanças na indústria de celulares acontecem de maneira vertiginosa, e isto pressupõe um importante desafio para as entidades financeiras que prestam serviços de banco móvel (quais serviços lançar no mercado, para quais plataformas, combinação entre segurança x utilidade), mas neste caso, o maior desafio provavelmente venha de fora da própria indústria bancária, e não é outro senão a aparição de atores externos dispostos a liderar novas iniciativas:

  • A Starbucks aplicou mais de 42 milhões de dólares através de sua aplicação para iPhone e Android para pagamentos em seus estabelecimentos com o celular, o que consiste em colocar crédito em uma conta pessoal associada à aplicação e depois escanear um código de barras virtual para fazer a transação, com 3 milhões de clientes usando tal sistema.
  • Square Card Reader ou Paypal Here são soluções que facilitam os pagamentos através de cartão através de um dispositivo externo que se conecta ao telefone.
  • O serviço GoogleWallet da Google permite aos usuários que dispõem de smartphones com chip NFC (Near Field Communication) a realização de pagamentos ao aproximar o terminal àqueles estabelecimentos que contem com o sistema MasterCard Pay-Pass.

Para responder às ameaças, os bancos dispõem de diferentes estratégias, desde a diferenciação baseada em uma oferta de serviços que seja percebida como superior pelo cliente, a um esquema colaborativo no qual participem empresas tecnológicas e operadores de telefonia, como é o caso do consórcio holandês Sixpack.
Outros desafios aos quais os bancos se enfrentarão são a escalabilidade, entendida como o desenvolvimento de software para múltiplos sistemas operativos (iOS, Android, Blackberry OS, Windows mobile, …) e numerosos dispositivos (smartphones, iPads e tablets) ou a necessidade que têm os bancos de reeducar aqueles cliente mais céticos sobre as vantagens e benefícios do banco móvel.

“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent that survives. It is the one that is the most adaptable to change”. Charles Darwin.

Paulo MoralesCom mais de 22 anos de experiência em Finanças e Consultoria de Gestão, é responsável pela empresa no Brasil.
21 Apr 2012
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